quinta-feira, 11 de junho de 2015

A nova saga de Eurico Miranda no Vasco

     O Vasco não conquistava um Carioca desde 2003, e apesar do campeonato estar cada vez mais fraco e desprestigiado, a lacuna era grande e a torcida já estava insatisfeita em ver só os rivais levantando as taças do torneio. A administração de Dinamite foi desastrosa, seja pela falta de experiência ou pelas dívidas enormes deixadas pela gestão anterior do próprio Eurico, o motivo agora pouco importa.

     Eurico retorna ao Vasco numa situação de caos, sendo lembrado pelos otimistas como o homem presente nas maiores conquistas do clube, prometendo mudar o panorama com uma política de corte de gastos e um teto salarial de 150 mil reais. Monta um bom time para os parâmetros do Campeonato Carioca e conquista o título, numa final contra o Botafogo, rival que costumava ser uma pedra no sapato em finais. A torcida comemora bastante e é criado por Eurico o slogan “O respeito voltou.” em alusão a um novo tempo de glórias que devia chegar.

Slogan da nova gestão de Eurico, que ficou famoso após uma declaração do Presidente. (Foto: Reprodução/Facebook)
Devia. Mas não veio, pois Eurico demonstra os mesmos sinais de soberba do passado, não reforçando o time pois, segundo ele, era um elenco pronto para brigar pelo título do Brasileiro, tendo inclusive repreendido publicamente Dagoberto, que disse que o clube não buscava o título nessa temporada. É cedo para julgar o desempenho do Vasco no Brasileiro, mas as previsões assustam. Marcinho saindo pela porta dos fundos, depois de ser ameaçado pela torcida devido a suas fracas atuações, Bernardo em constantes crises, a mais recente foi chamar torcedores pra briga pela internet e ser acusado pela ex-namorada de agressão, tendo fotos suas ameaçando se matar caso ela não reatasse o namoro vazadas para o público.
 A pressão da torcida é enorme e, apesar da proposta do teto salarial ser boa, de nada vale se for mal distribuída (O clube gasta muito com jogadores de nome e salário no teto que não estão sendo aproveitados, como Sandro Silva e Nei), o salário de muitos jogadores medianos e em má fase, juntos, abririam espaço para a contratação de um grande jogador que resolvesse os problemas encontrados em campo.
Não é justo culpar somente Eurico, pois muitos desses atletas tiveram seus contratos feitos na época da gestão de Roberto Dinamite, mas essa era uma situação que poderia começar a ser resolvida já na época do Carioca, para que os resultados se refletissem no Brasileiro, competição realmente importante do ano para o Vasco. Ainda dá tempo, reafirmo que é cedo, mas mudar uma crise do dia pra noite com um campeonato em andamento já se mostrou uma tarefa difícil para o cruzmaltino, que amargou 2 rebaixamentos em menos de 10 anos.

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